Cinta no Pós parto?

Bom dia meus amores, então.. vamos esclarecer esse ponto tão complicado?!

Eu, Viviane Poubel, sou estudiosa da área, formada há 16 anos, atendi mais de 3000 pacientes em uroginecologia e claro, AMO ler e estudar. Não modas, não sigo opiniões sem saber os porquês... eu simplesmente RESPEITO ( são opiniões e qualquer opinião deve ser respeitada ) mas, eu tenho a minha.

A minha é: SIMMMMMMMMM!!! principalmente nos primeirso 6 meses de pós parto IMEDIATO... ops eu disse I-ME-DI-A-TO?!!! SIMMMMMMMMM Alguns vão dizer: Você ta doida? e eu digo : Por que? Vamos a fisiologia: base de tudo:

Você sabe como funciona a fisiologia de CICATRIZACÃO TECIDUAL?

Se você é contra a cinta e não sabe a fisiologia da cicatrização então meu bem, já te derrubo aqui. Porque você só pode ser a favor ou contra se você tiver argumentos sólidos para defender sua opinião.

Segue os meus:

A capacidade auto-regenerativa é um fenômeno universal nos organismos vivos. Nos organismos unicelulares, esta restrita à presença de enzimas responsáveis pela recuperação de elementos estruturais (como os constituintes do citoesqueleto, membranas e paredes celulares) e de moléculas de alta complexidade (como proteínas de elevada complexidade estrutural, RNAs e o DNA). Os Danos tissulares de qualquer natureza (física, química ou biológica) desencadeiam de imediato uma série de eventos que de forma simplista se traduzem como rubor, tumor, calor e dor. Estes sinais são so classicos de processo INFLAMATORIO. E quando tem um processo desse desencadeado, resultam da ativação de células nervosas, estromais, vasculares e circulatórias por estímulos físicos ou por sinalização química feita por estruturas das células rompidas, ( Guynton 2002 ) Então pessoinhas lindas, vamos la, primeiro passo para um processo de cicatrização é ter a INFLAMAÇÃO e a inflamação significa rupturas, lesões ( macro ou micro ) de um tecido ou órgão, certo? Então vamos dar uma pausa nas fases inflamatórias e ir lá no puerpério. Independente do tipo de parto que você teve, ok? Vamos apenas ao que restou do parto, restou um processo INFLAMATORIO gigante tecidos internos que se distenderam, sofreram pressões, micro lesoes internas de crescimento e claro uma distensão elástica acima do esperado. Ou seja, tudo está inflamado e entrará em processo de REPARO, que é dividido em três fases: (1) inflamação, (2) formação de tecido de granulação com deposição de matriz extracelular e (3) remodelação. Fase Inflamatória A maioria das formas de lesão a que os organismos vivos estão sujeitos leva a alterações nas junções e/ou nas células endoteliais. Em alguns casos, ocorre ruptura de vasos sanguíneos e o extravasamento de seus constituintes. ( como eu disse no pós parto ) Os eventos iniciais do processo de reparo estão, nos primeiros momentos, voltados para o tamponamento desses vasos. Isso significa que se eu não unir o espaço que abriu esses mediadores irão trabalhar para um processo de união tecidual disntante. Gente pensa comigo, quando você tem um processo de cirurgia o médico precisa SUTURAR, ou seja, unir esses tecidos inflamados para que o processo de mediação quimica oriundos da desgranulação de mastócitos, ocorra vasoconstrição como primeira resposta e injúria do endotélio (ruptura, fissura ou erosão) disparando uma seqüência de eventos, iniciando-se com a deposição das plaquetas. Essa deposição vai depender do tamanho do reparo tecidual qunato mais distante maoir o tmaponamento e maior a produção de tecido fibrosado. ( na boa, só aqui ja justificaria o uso da cinta ) mas.... vou seguir todo o processo para que você compreenda por completo.) E vou sim escrever a fisiologia passo a passo então, se você não é da area da saúde e não está entendendo bulhufas que eu estou escrevendo, apenas leia para comprrender qunados passos na micro biologia celular ocorre para o processo final que você vê que é a CICATRIZ em seu corpo ou a diástase formada por ela.

O resultado dessa seqüência é a formação de um trombo rico em plaquetas, que provisoriamente tampona a lesão endotelial (Lefkovits et al., 1995). Esse trombo rico em plaquetas (trombo branco) é rapidamente infiltrado pela fibrina, transformando-se em um trombo fibrinoso. Logo após, os eritrócitos são capturados por essa rede fibrinosa e forma-se então o trombo vermelho, principal responsável pela oclusão do vaso sangüíneo rompido (Davies, 1990). Este, além de limitar a perpetuação da perda de constituintes circulatórios para os interstícios celulares, fornece uma matriz preliminar, que alicerçará a migração das células responsáveis pelo desencadeamento do processo de reparo. A adesão inicial das plaquetas à superfície lesada ocorre pelas proteínas de adesão presentes na sua membrana. Em seguida, as plaquetas são ativadas por um grande número de substâncias agonistas presentes na matriz subendotelial e na corrente sangüínea. Contribuindo também para a agregação plaquetária, o ácido araquidônico da membrana das plaquetas em processo de agregação, é convertido em TxA2 que é um potente vasoconstritor e, também, indutor da exposição dos sítios de ligação da GP IIb/IIIa ao Mecanismos envolvidos na cicatrização. ( Perceba tudo isso e muitooooo mais que eu não escrevi por ser bemmm detalhado está acontcendo no seu tecido logo após o nascimento do bebê ) .

Após este extravasamento passivo, os neutrófilos migram para a superfície da ferida para formar uma barreira contra a invasão de microorganismos e promover o recrutamento ativo de mais neutrófilos a partir dos vasos adjacentes não lesados (Foxman et al., 1997; Engelhard et al., 1998). Ao final de um dia após a lesão eles constituirão 50% das células migradas ao local (Engelhard, 1998). As moléculas desta família possuem importância comprovada em vários fenômenos inflamatórios e dentre eles a atividade quimiotática, essa ação se liga a receptores localizados na superfície dos mastócitos, ativa-os para a produção de eicosanóides e liberação do conteúdo de seus grânulos, que são os produtos da fibrinólise. OU SEJA, a fibra tecidual que posteriormente será a cicatriz.

E isso, minha gente é só um resumo. Então se no processo de reparo tecidual você deixar tudo "solto"o corpo vai reparar na distancia que ele está e depois de 6 meses não terá como retornar ao estado inicial ja que está cicatrizado.

O uso da cinta favorece a reposição dos órgãos e claro, a união tecidual para um reparo mais delicado e fino.

Mas, qualquer cinta? Claro que não!!! O tipo de cinta, a avaliação perfeita de cada paciente deve ser realziado de imediato pelo fisioterapeuta pois o uso da cinta vai modificar algumas pressões como aumento pressórico na região perineal e se não tiver um trabalho correto, com tempo correto de uso poderá prejudicar.

Tudo isso, eu explico nesse vídeo abaixo:


E ai? gostou? compartilhe, comente, divulgue.

um beijo

Viviane Poubel

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